quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

AS FACES DO DEUS CORNÍFERO

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O Deus realmente é deixado de lado muitas vezes nos cultos pagãos, como se a energia da Deusa pedisse essa dedicação exclusiva. Isto é verdade em parte, porque não é possível cultuar o Deus adequadamente enquanto não mergulharmos na Deusa e nos despirmos do Deus do patriarcado.
Quando no curso de nosso caminho - e demora meu anjo - está na hora do Deus voltar, a própria Deusa nos mostra seu Filho, Consorte, Defensor, Ancião.
O Deus Jovem é, antes de tudo, a Criança da promessa, a semente do sol no meio da escuridão. Depois, é o Garoto do Pólen, o fertilizador em sua face mais juvenil, e trás a energia da alegria de viver, o poder de se maravilhar ante as descobertas da vida, é o experimentador, a face mais sorridente do sol matinal.

 

Dai surge o Deus Azul do Amor, o rapaz que cresceu e chegou na adolescência e desabrocha em beleza e masculinidade, é o Jovem Deus da Primavera, percorre as Florestas e acorda a natureza.
Ele é o Apaixonado, aquele que primeiro busca a Deusa como a Donzela e propicia o encontro... Ele é o Deus da sedução ainda inocente, que não conhece os mistérios da Senhora ainda... Ele é toda possibilidade.
Depois ele é o Galhudo e o Green Man... O Deus é o macho na sua plenitude, O Senhor dos Chifres que desbancou o gamo rei anterior, ele é força e poder, músculos e vitalidade, ele cheira a sexo e promessas. Ele é o Grande Amante, atraído irresistivelmente pela Senhora ele é o Provedor, o Sustentador, o Senhor Defensor.


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Ele é o Senhor das Coisas Selvagens, o Deus da Dança da Vida, O Falo Ereto, O Fertilizador.
Como Green Man ele também é o Senhor da Terra e sua abundância, o parceiro da Senhora dos Grãos. O Senhor dos Brotos, aquele que cuida dos frutos e os distribui pela terra.
Mas o Deus é também O Trapaceiro, o Senhor da Embriaguez, o Desafiador e o Ancião da Justiça. Ele nos faz seguir um caminho e nos perdemos pra conhecer o pânico de Pan... Ele nos deixa loucos como Dioniso ou perdidos nos devaneios de Netuno... Ele é o Desafiador, seja nos duelos, seja na guerra, na luta pela sobrevivência...Ele é caprichoso e insidioso, ele nos engana, nos deixa desesperados e sorri - porque esse é seu papel; estimular o novo, mostrar que nosso desespero é inútil e só nos escraviza...
Como a Deusa, Ele está na fome e no fim da fome, na vida e na doença terminal, na luz e na sombra, no que é bom para você e no que é mau... A Deusa nunca está só, ela tem sua contraparte masculina e, no entanto, Ele só existe por amor a Ela... Alias, todos nós somos fruto dessa dança de amor.
O Deus é o Ancião sábio, o distribuidor da Justiça, seja a que se impõe com sabedoria ou raios... Ele conhece os segredos dos oráculos, mas sabe que são Dela... Ele é o repositório do conhecimento, mas a sabedoria é Dela... Ele lê os sinais da natureza, mas sabe que quem os escreve é Ela.
E o velho sábio vai murchando e se transforma no Senhor da Morte... Ele que é o Senhor de Dois Mundos, pois no ventre dela, de volta, ele vive sua morte e a própria ressurreição. Mistério e segredo, morte e retorno, Ele é o que atravessa os portais dos quais Ela é a Senhora.
Ele, o Caçador, que também faz o papel de Ceifador... Ele que ronda o leito dos moribundos e dança a dança da morte. O Senhor dos esqueletos.
Ele que na dança da morte retoma o brilho do sol e sua face negra se ilumina, em uma explosão impossível de conter, e Lugh nasce outra vez...
Ele que é pai, filho, bebê iluminado, amante selvagem, sábio educador... Ele, o Deus que se revela apenas pela Deusa.

Runas


INTRODUÇÃO ÁS RUNAS

Para os povos de língua germânica e celta, a palavra Runa pode significar tanto "segredo" como "sussurro" ou "mistério". Também "uma das letras do alfabeto usado pelos povos germânicos mais antigos", o Fuþark, que recebe este nome exatamente por causa das suas 6 primeiras letras (Fehu, Uruz, Þorn, Ansuz, Raiðo e Kenaz).


E embora outros alfabetos antigos também tenham em sua origem um forte contexto mágico (como é o caso do hebraico e do ogham, só para citar dois exemplos), vários estudos afirmam que o sistema rúnico é o mais desenvolvido entre eles, certamente pelo fato destes atributos místicos e mitológicos acabarem por prevalecer sobre os atributos lingüísticos, hoje em desuso.


Do ponto de vista histórico, a origem das runas é ainda um tema discutível com, no mínimo, quatro teorias, cada qual atribuindo a outras civilizações a responsabilidade por sua criação. São elas a Teoria Latina ou Romana (L.F.A. Wimmer, 1874), a Grega (Sophus Bugge, 1899), a Etrusca ou Norte-Itálica (C.J.S. Marstrander, 1928) e a Indígena (R.M. Meyer, 1896), única a defender a origem puramente germânica.


Com relação à sua utilização, é importante ressaltar ainda 3 informações, antes de entramos no estudo de cada letra:


Evidências históricas demonstram que as runas eram aplicadas de diversas maneiras e em diversos materiais mas nunca chegaram a ser utilizadas (na sua época) como uma escrita de caneta e tinta, sendo reconhecidas apenas como símbolos talhados ou gravados sobre madeira, osso, metal e pedra.

O conhecimento necessário à utilização do Fuþark, tanto para registro/escrita como para propósitos mágicos, era essencialmente especializado, sendo o entalhador ou o Mestre de Runas um membro altamente considerado na sociedade. O primeiro tinha a capacidade de ler (coisa rara na ocasião) e gravar as runas. O segundo, além das habilidades do primeiro, conhecia o poder mágico do Fuþark.
O Fuþark é composto originalmente por 24 letras. Neste formato é conhecido como "Fuþark Antigo ou Germânico". Com o passar do tempo e por influência de outros povos, surgiram o "Fuþark Anglo-Saxão", composto por 29 ou 33 runas, e o "Fuþark Viking ou Moderno", composto por 16 letras.
Dentro da perspectiva mitológica, o surgimento das Runas é atribuído à Óðinn, a divindade máxima do panteão nórdico. Ele era um xamã, entre outras coisas, e como muitos xamãs ainda fazem nos dias de hoje, Óðinn se submeteu a uma experiência de "retorno da morte", por assim dizer, para alcançar o que podemos chamar de "iluminação". Algumas vezes este estado de transcendência é conquistado por acaso em acidentes ou doenças que conduzem o indivíduo ao limite de sua existência mas, na maioria das práticas xamânicas, rituais envolvendo alucinógenos, transes profundos, danças sagradas e/ou mortificações (como ser enterrado vivo, por exemplo) são realizadas com este objetivo.

Numa das seções do Hávamál, um poema épico traduzido como "as palavras do Altíssimo", encontramos o Runatál, que descreve especificamente este ritual de auto-sacrifício elaborado por Óðinn na árvore eixo do mundo, Yggdrasil. Segundo consta, durante nove dias e nove noites, sem ninguém para lhe dar água ou comida, Óðinn ficou pendurado em Yggdrasil, ferido pela própria lança, até ingressar numa dimensão além do mundo dos mortos e retornar, vitorioso, com o conhecimento necessário para a confecção e manipulação das Runas.


De lá para cá, os herdeiros do legado de Óðinn têm constantemente associado as Runas aos processos oraculares, às práticas talismânicas e à manipulação de forças naturais e sobrenaturais para um propósito definido pelo iniciado. São inúmeros os registros arqueológicos de Runas entalhadas em armas, batentes de portas, copos de dados e chifres utilizados como cálices, entre tantos outros objetos, o que confirma a fé dos povos setentrionais na proteção que estes símbolos ofereciam. Lendas e testemunhos históricos dos primeiros romanos em terras nórdicas revelam o uso destes mesmos símbolos na predição do futuro e nas tentativas, nem sempre felizes, de alterá-lo.


Para os que gostam de explorar paralelamente outras áreas de conhecimento, o fato de Óðinn se pendurar em Yggdrasil também chama a atenção de cabalistas e tarólogos. No primeiro caso, porque os "Nove Mundos" da mitologia nórdica sustentados por Yggdrasil, poderiam ser comparados às 10 Sephirot que formam a estrutura conhecida como Árvore da Vida. No segundo caso, porque muitos baralhos modernos incorporaram parte do mito de Óðinn à interpretação da carta do Pendurado - o Arcano XII, que, entre outras coisas, representa igualmente a busca da sabedoria interior através da imobilização.


Os conceitos que envolvem cada Runa serão apresentados a seguir. Estarei desconsiderando neste trabalho a existência de Wyrd, a 25ª Runa, também conhecida como "Runa Branca". Não se sabe exatamente em que ponto esta Runa surgiu no processo divinatório, representando o futuro que as Runas não podem antever, mas não há qualquer fundamento histórico que justifique sua presença. Por outro lado, as características de Wyrd ("destino") são perfeitamente aplicáveis à 14ª Runa, Peorð, não havendo razão para duplicidades.


No que diz respeito ao Modelo Ættir - uma seqüência específica de apresentação das Runas - existe um único ponto de divergência entre os autores considerados "respeitáveis" (por favor, evite qualquer coisa relacionada a Raph Blum e seus adeptos), que é a posição das duas últimas Runas, Dæg e Oþala. Por uma questão de análise de como as as Runas se relacionam entre si no Modelo, foi feita a escolha do que nos parece mais lógico.


SIGNIFICADO DAS RUNAS
1º - Ætt de Fehu

Fehu, Faíhu, Foeh



Relaciona-se fortemente com a capacidade que o indivíduo possui em criar e/ou manter riqueza material, mas não necessariamente o acúmulo de bens e/ou valores. As energias da prosperidade, da fartura e da abundância devem fluir livres para que sejam constantemente renovadas em nosso dia-a-dia. Representa o fogo que tanto cria como destrói, o impulso inicial de qualquer empreendimento ou mudança de atitude. Força financeira e prosperidade no momento presente e/ou em futuro próximo. Forças psíquicas, o despertar do poder pessoal, libido, transferência de energia e boa sorte. Na saúde, o peito e as doenças respiratórias.


Uruz, Úrus, Úr, Úr


Representa a energia por trás de todas as formas e que sobrevive a todos os ciclos de nascimento e morte. Simboliza a força, a persistência, a durabilidade e a adaptabilidade. Saúde física e psíquica. Estimula a paciência, a persistência, a coragem e a aplicação da agressividade no tempo certo e sob a circunstância correta. Está associada ao crescimento e à superação dos obstáculos. Por vezes informa que se faz necessário correr riscos para que se alcance um objetivo. A verdadeira vontade do consulente ou o que ele quer. Também a sabedoria interior. Na saúde, musculatura corporal, força, etc.


Þurisaz, Þiuþ, Þorn, Þurs


Representa os conflitos e as complexidades de natureza agressiva. Também problemas psicológicos. Força reativa, força bruta. O poder que rompe as barreiras/defesas e limpa o caminho do crescimento ou renascimento. Na saúde, o coração.


Ansuz, Ansus, Ós, Áss


Representa a consciência, a inteligência, a comunicação e a razão. Está associada à qualidade do ar em propagar o som, do vento em fertilizar a terra ao espalhar sementes e do prana em (re)vitalizar o indivíduo através da respiração. Os meios de comunicação. Bençãos, especialmente ligadas à fé, e/ou o conforto que a fé oferece. Inspiração Divina. A palavra, exames escritos/orais, entrevista, eloqüência, poder de persuasão, discernimento. Na saúde, a boca, os dentes e os distúrbios da fala.


Raiðo, Raiða, Ráð, Reið


Representa o correto equilíbrio entre o respeito ao direito dos outros e a manutenção dos direitos do indivíduo em particular. Também a exploração dos limites pessoais, tornando-se consciente destes limites e o que eles representam. Refere-se ao poder de uma decisão consciente e a disciplina para administrá-la. No trabalho mágico, é utilizada para que o indivíduo tenha mantenha o auto-controle diante de qualquer circunstância e coloque todas as peças nos seus devidos lugares. Traz consigo a idéia de liberdade e de responsabilidade moral do Self, o conhecimento do certo e do errado no desenvolvimento da consciência e a coragem de agir de acordo com esta consciência. Trabalhar com a sua força é ser responsável pelo seu próprio caminho na vida, é dirigir e não ser dirigido, é ser, dentro das possibilidades, senhor de seu próprio destino. Outro uso na magia é a de proporcionar viagens astrais e/ou jornadas de cunho espiritual, sendo também uma referência aos rituais religiosos em si. Deslocamentos físicos e viagens. Também ritmo, movimento ordenado e percepção de tempo e espaço. Na saúde, as pernas e as nádegas.


Kenaz, Kusma, Cén, Kaun


Significa “saber”, “estar familiarizado com” e “ser capaz de”. Está vinculada aos processos de ensino e de aprendizado. Reúne os membros de uma mesma família ou “parentes de sangue”. Também os membros da mesma “tribo” ou grupo social. Representa a luz interior, a consciência de que o homem é descendente dos deuses e a responsabilidade em se passar a tocha do conhecimento para as gerações seguintes. No nível psicológico, os atributos de Ken trazem a clareza de pensamentos, a consciência do Self, a confiança na própria intuição, a determinação, o entusiasmo e a inspiração. Na magia, além de trazer o conhecimento, é a luz que afasta as trevas ou investiga/clareia situações escondidas, confusas ou desconhecidas. Indica abertura de novos caminhos, acontecimentos bons apesar das dúvidas e do medo, oportunidades e informação. Relacionamentos eróticos. O poder de Fehu controlado e usado para dar forma. Na saúde, úlceras, febres, abcessos, etc.


Gebo, Giba, Gyfu, Gipt


Refere-se à troca entre indivíduos, o dar e o receber, os contratos, acordos e matrimônios. Em sua face menos poética e talvez mais realista, é a lei de compensação. Indica generosidade, hospitalidade, a habilidade de dar e receber presentes com honra, a (re)conciliação de forças opostas e a integração de forças complementares. No nível esotérico, representa os presentes (bençãos/dons) oferecidos pelos deuses para o homem tanto quanto os presentes (seva, lealdade e devoção) que o homem oferece aos seus deuses em retorno. Neste sentido, representa também o sacrifício voluntário de se oferecer recursos, tempo e energia ao Divino sem esperar por qualquer recompensa em troca, além do desenvolvimento do próprio potencial. É uma Runa relacionada ao Amor. Na saúde, envenenamento.


Wunjo, Winju, Wynn, Vend

É tradicionalmente reconhecida como um indicativo de alegria e de prazer. Em um nível mais profundo, significa “perfeição” e, neste sentido, é a busca da perfeição em todos os empreendimentos tanto espirituais como mundanos. Também mostra a face Oski de Óðinn, “o realizador de desejos”. No ocultismo moderno, é o poder ou a realização da Verdadeira Vontade, ou seja, o Self, que é a presença de Deus (Óðinn/Oski) dentro de cada indivíduo. Indica ganhos e objetos de desejo/afeição do consulente. Sucesso em geral e reconhecimento do valor. Na saúde, distúrbios respiratórios e alívio da dor generalizada.



2º - Ætt de Hagall


Hagalaz, Hagl, Hægl, Hagall


Tradicionalmente representa as forças do passado (as lições não aprendidas, os problemas não resolvidos e as memórias forçosamente sufocadas) que comprometem os padrões de comportamento do presente gerando o caos. Psicologicamente, representa as forças destrutivas do inconsciente que criam a necessidade de mudança. É sempre um sinal de desordem (mental, emocional, financeira, ...) fora do controle do consulente. Na saúde, ferimentos, cortes e distúrbios do sangue.


Nauðiz, Nauþs, Nýd, Nauðr


Representa a necessidade que nasce no passado em função de um sentimento de culpa, limita as ações do presente e reduz as possibilidades do futuro. Espiritualmente, pode indicar a experiência de alguém que escolheu um caminho para seguir, e, devido a natureza humana, deixou de cumprir alguma regra auto-imposta, gerando o sentimento de desconforto/fracasso que limita a sua criatividade. Refere-se aos medos e ansiedades do indivíduo, sua falta de habilidade/ energia. Indica que somente através de trabalho árduo se conquistará o alívio desejado. Também indica atrasos de modo geral e que o consulente passa por uma fase de difícil aprendizado. O que dá/traz descontentamento. Algumas vezes, significa insights em meio ao desespero (“a necessidade é a mãe da inspiração”). Na saúde, os braços. Também atitudes compulsivas, obsessão e stress.


Isa, Eis, Is, Iss


Representa o princípio da preservação e da resistência à mudança, a cristalização do Espírito na matéria. Positivamente indica o individualismo e a habilidade de sobreviver mesmo diante de situações sufocantes. É uma Runa estática. Sua função é preservar as coisas como elas são/estão. Psicologicamente, representa o Eu em seu sentido mais mundano (o Ego) ou a capacidade de sobreviver através do esforço concentrado, podendo ser de grande valia em operações específicas e bem focalizadas. Mais profundamente, revela algumas áreas do inconsciente que imprimem um determinado padrão de comportamento difícil de ser alterado. Nas leituras, indica uma influência frustrante e, mais freqüentemente, indica que qualquer questão levantada não terá qualquer evolução pelo menos nos próximos três meses (o equivalente a uma estação). De modo mais abrangente, refere-se aos bloqueios, aos condicionamentos, à formação da personalidade e as coisas que o indivíduo se recusa a deixar de lado. Imobilidade, concentração e densidade. Na saúde, ulceração produzida pelo frio, paralisia, perda de sensação.


Jera, Jér, Gér, Ar


Representa o tempo e seus ciclos, o curso do Sol através do ano. Ao contrário de Isa, indica que tudo se move; nada continua o mesmo. Na leitura, geralmente indica uma mudança suave para melhor. Está fortemente conectada com a fertilidade, principalmente com a fertilidade das colheitas. No nível pessoal, indica o fruto de uma ação semeada no passado. Na saúde, condições dos intestinos e distúrbios digestivos.


Eihwaz/Iwaz, Eihwas, Éoh/Eoe, Ihwaz


Psicologicamente, indicará um momento de suspensão na vida do indivíduo em função do conflito de emoções que precisam ser sintetizadas/ transcendidas ou em função da dúvida na escolha entre dois valores opostos. Na leitura, se o consulente se encontra vacilante diante de um novo empreendimento, é um “vá em frente”. É invariavelmente uma Runa de riscos que devem ser encarados. Esta identificada com Uller, o deus da caça, sendo uma força dirigida para a evolução, a busca de algo melhor, a motivação e o senso de propósito. Indica disciplina ou a necessidade dela. Na saúde, condições dos olhos.


Peorþro, Pairþra, Peorð


É o Útero Cósmico de onde surgem todas as coisas, uma força da vida. Para alguns autores é a Runa que substitui/dispensa a Runa Branca, Wyrd, representando as forças misteriosas/indecifráveis do futuro. Em seu aspecto esotérico, indica a experiência da iniciação ou a descoberta de um aspecto oculto do próprio ser. Em seu aspecto psicológico, pode representar os talentos não manifestados, as habilidades inerentes ao consulente adquiridas através de seus ancestrais ou de vidas passadas. Como resposta a uma pergunta clara e específica, pode significar que a pessoa não está preparada para saber a verdade, que esta verdade não está à sua disposição no momento, ou ainda, que existe mais coisas que o consulente desconhece a respeito do assunto do que ele próprio imagina. Ganho de dinheiro sem que se tenha “trabalhado” por ele. Encontro de algo perdido. Na saúde, os seios, a genitália feminina e os nascimentos.


Elhaz/Algiz, Algis, Eolh, Ihwaz


Seu significado primário é proteção. Representa a canalização de energias dos deuses para o homem e vice-versa. Manutenção do sucesso ou de uma posição conquistada/recebida. Influência afortunada. Premonição de situações ameaçadoras. Na saúde, a cabeça, o cérebro e insanidade.


Sowilo, Saugil, Sigil, Sol


Representa a vontade ou intenção mais elevada, o reconhecimento do Self e o processo de evolução do indivíduo em um caminho específico. Em termos junguianos, é a Runa da individuação. Esotericamente está associada com a orientação espiritual. Nas leituras, indica a melhor direção a ser seguida. Força vital, boa saúde, circunstâncias favoráveis. Vitória, sucesso e honra. qualquer dificuldade será superada deixando ainda algum tempo para “descanso”. Quando negativada, pode representar uma pessoa egocêntrica que deseja estar no controle das circunstâncias o tempo todo. Na saúde, queimaduras e distúrbios na pele.




3º - Ætt de Týr

Tiwaz, Teiws, Tir, Týr


Em propósitos mágicos, é usada na obtenção de justiça ou vitória em meio a um conflito. Psicologicamente, indica conflitos e confrontos que devem ser encarados com bravura e, principalmente, honra. Freqüentemente indica problemas legais. Também indica que energias assertivas estão à disposição do consulente e onde elas devem ser aplicadas (ver demais Runas). Em um nível transcendente de interpretação, traz a imagem do guerreiro espiritual. Representa o homem consulente ou o homem mais importante na vida de uma mulher. Fidelidade, análise e auto-sacrifício. Força de vontade e individualidade de pensamento que ajudarão em todos os Sucesso, vitória em qualquer competição, motivação. Em alguns casos, estabilidade, disciplina e força ordenada. Na saúde, os pulsos, mãos, dedos e artrite.


Berkano, Baírkan, Beorc, Bjarkan


Refere-se aos processos de gestação e nascimento. Está associada ao aspecto maternal da deusa Frigg, possuindo suas qualidades de secretividade e proteção, principalmente proteção às crianças. É uma Runa benéfica especialmente para mulheres com problemas de saúde. Fertilidade tanto mental como física, crescimento pessoal e vida em família. Freqüentemente indica a mãe ou os filhos. A verdadeira casa, onde o coração está independente da atual moradia. Evento que traz alegria para a família (casamentos, nascimentos, etc.). No encerramento, bom resultado de qualquer questão. O que traz crescimento e beleza. Ritualisticamente, a necessidade de silêncio e do desenvolvimento de forças secretas. Tradição. Na saúde, diversos problemas ligados à fertilidade.


Ehwaz, Aíhws, Eh, Íor


O significado mais óbvio de Ehwaz é “veículo” ou “controle do veículo”. Refere-se, de forma prática, aos meios de transporte e, em seu aspecto mais subjetivo, à personalidade, o veículo de expressão do homem com o mundo exterior. Esotericamente, representa o corpo etérico, o veículo de projeção em viagens astrais. Psicologicamente, qualifica a habilidade do indivíduo em se ajustar às mais diversas situações. Nas leituras, está normalmente associada às parcerias, cooperação, acordos, sociedades e casamentos. Também trabalho em equipe. Na magia, é usada para se compreender a vontade dos deuses. Também para subjulgar a vontade de outra pessoa. Na saúde, dores, problemas e condições das costas.


Mannaz, Manna, Mann, Maðr


Representa as pessoas com as quais se lida no dia-a-dia, as estruturas sociais e como estes elementos atuam junto ao indivíduo. Em seu aspecto cosmológico, expressa o desenvolvimento do poder intelectual do homem e a sua consciência como co-criador da natureza. É a Runa da mente racional e da inteligência, o maior poder a disposição do ser humano. Também a interação de Huggin (“pensamento”) e Munnin (“memória”), razão e intuição. Em seu aspecto mundano, significa cooperação entre pessoas que partilham dos mesmos interesses/esforços para o benefício da coletividade. Nos processos divinatórios, refere-se às pessoas de modo geral com quem se convive. O tipo de pessoa e qualidade deste relacionamento com o consulente é deduzido pela(s) Runa(s) que a acompanha(m). Negativada, algumas vezes representa um inimigo. Cuidado, pode ser que o maior inimigo do consulente seja ele mesmo. Junto com


JOGO DE RUNAS

Da teoria para a prática, alguém que se propõe a lançar Runas precisa montar o seu kit básico para a consulta. Este kit consiste das 24 Runas do Fuþark, uma toalha e uma pequena sacola.
Toalha - A toalha é uma representação do espaço sagrado e o seu uso deve ser exclusivo para as práticas oraculares, ou seja, tudo bem que você use uma mesma toalha para Runas, Tarot, Ogham, etc. mas jamais use esta toalha para qualquer outra coisa, como forrar uma mesa para um lanche ou para secar as mãos, sei lá... O tecido pode ser o que mais lhe agradar, assim como a cor. Dê preferência à fibra natural. Eu não entendo muito do assunto, não sei dar nome aos diferentes tipos de tecido, mas é importante, entre outras coisas, que ele não fique marcado depois de desdobrado ou que seja muito leve, a ponto de desarrumar a mesa a qualquer esbarrão...

O tecido pode, ainda, ser liso, estampado ou trazer símbolos pintados sob encomenda. Eu não gosto de toalhas estampadas e, no caso das Runas, acho particularmente legal o uso de símbolos pertinentes ao oráculo desde que prevaleça o bom senso. O Valknutr (a direita) é um dos símbolos de Óðinn, representando a sua habilidade em fazer e desfazer as amarras do destino, é uma boa sugestão. Outra opção é fazer um círculo com todos os símbolos rúnicos, a exemplo do emblema do grupo Rune-Gild, uma sociedade secreta fundada por Edred Thorsson em 1980 e voltada para o estudo tanto da religião como da magia teutônica.


Uma observação importante nesta história é que as Runas podem ser escolhidas uma-a-uma durante o jogo ou lançadas aleatoriamente em conjunto sobre a toalha, de modo que talvez você ache mais interessante marcar na toalha áreas específicas que dêem um "colorido" às Runas que cairem ali... Veja um exemplo do que me refiro na parte das técnicas de leitura.


Sacola - O uso de uma pequena sacola para acomodar as Runas é tradicional. Os Mestres de Runas andavam com ela presa à cintura e muitas vezes eram reconhecidos por causa dela. Não há nada de especial na sua confecção, basta um retângulo costurado em três lados e um cordão para amarrar a "boca do saco". Você pode utilizar um tecido de fibra natural ou couro.


Runas - Esta é uma parte importante! Embora algumas editoras publiquem cartas com os símbolos rúnicos, tradicionalmente fazemos uso de pequenos blocos de madeira gravados, uma referência direta à Yggdrasil, a árvore que sustenta os Nove Mundos. A preferência é geralmente dada à madeira de árvores frutíferas ou consideradas sagradas dentro da tradição nórdica. Você pode pegar um pedaço de madeira tratada e cortar em blocos como pequenos dominós ou escolher um galho com uns 2cm de diâmetro e "fatiá-lo". As Runas podem ser feitas da madeira de uma único tipo de árvore ou de diferentes árvores, de acordo com as associações mágicas. Alguns só fazem suas Runas de galhos caídos na floresta e outros retiram os galhos da árvores, sendo que, neste caso, existe todo um "ritual de solicitação" para que as Runas venham de uma doação e não de um "estupro ecológico".


Existe no Brasil um kit que é vendido gravado em sementes e esta opção é altamente válida.

A outra opção para as Runas é a gravação ou pintura de cristais. Escolha 24 pedras mais ou menos no mesmo formato e grave ou pinte um símbolo em cada uma delas. Eu já comprei vários conjuntos prontos gravados e usei uma caneta de tinta dourada para pintar um jogo de Runas em Olho de Tigre. Você pode associar as características do cristal com o objetivo do kit (ametista para questões de ordem espiritual, quartzo rosa para as questões afetivas, etc.). O problema das Runas de cristal é que já vi alguns casos em que as pedras trincam de ponta-a-ponta depois de um certo tempo. O próprio chacoalhar das Runas dentro da sacola pode ser danoso. Para lançar sobre uma toalha, então, fora o incômodo do barulho, é quase certo as pedras quebrem ou rachem cedo ou tarde.

Em qualquer um dos casos, a gravação/pintura da madeira/pedra deveria ser acompanhada de um ritual. Geralmente este ritual consiste na concentração do Runemal à pintura ou gravação de cada Runa (não o faça assistindo a TV ou pensando em outras coisas, por exemplo) repetindo o verso correspondente ao Antigo Poema Rúnico Inglês e pedindo as bençãos dos deuses, pincipalmente às Norns, à Óðinn e à Freyja.


Nos EEUU existem algumas lojas com opções interessantes. A melhor delas é a Tara Hill Designs, que vende blocos de madeira já gravados ou "em branco", para você mesmo gravar. As Runas confeccionadas pelo Runemal são sempre mais "poderosas", acredite... Entre as possibilidades, você pode escolher se as suas Runas virão gravadas no freixo, teixo, carvalho (branco, marrom ou vermelho), bétula, maçã, azevinho ou olmo.

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Esbás




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Celebramos os Esbás, ou seja, as treze luas cheias ao longo do ano solar. A lua cheia foi venerada durante milênios por grupos de homens e mulheres, reunidos em bosques, montanhas ou clareiras, como a manifestação visível do princípio cósmico feminino, na forma das Deusas lunares. 
É importante dizer que o objetivo principal dos Esbás é receber inspiração, sabedoria e discernimento diretamente da Deusa, para realizar rituais de cura e trabalhos mágicos para a prosperidade. A fase da Lua que todo praticante pagão celebra é o plenilúnio, que é justamente o primeiro dia da Lua Cheia e quando a Deusa está no máximo do seu poder.
Embora a Lua Cheia dure em média sete dias, o ideal é fazer seu ritual no dia exato da sua entrada, pois nos dias seguintes, ela na verdade começa a minguar. É possível celebrar também o Esbá um dia antes ou um dia depois, caso não seja possível celebrar no seu dia exato.
Essa é a fase de maior intensidade da Lua, em todos os aspectos, tanto para um lado como para o outro, pois toda essa energia é canalizada em você, então de nada adianta fazer um ritual para a cura, se estiver com raiva da doença, o resultado será o inverso do desejado. A intenção é a sua fé em ação.
A palavra Esbá ou Esbat parece derivar do verbo “esbattre”, francês arcaico, que significa "alegrar-se", pois essas celebrações, digamos assim, não são tão solenes como os Sabás, proporcionando além dos trabalhos mágicos, uma atmosfera alegre e mais descontraída.
Há quem prefira celebrar outras fases da Lua, além do plenilúnio. Em muitas tradições são celebradas também a chamada Lua Negra ou Lua Balsâmica, a fase de total escuridão da Lua.
A Lua Negra ou a Lua da Transmutação é a fase ideal para encararmos nossas sombras e desvendar os mistérios do nosso subconsciente, facilitando o acesso ao outro mundo, aos planos sutis e às profundezas da nossa alma.
Quando ocorre a segunda Lua Negra do mês, que corresponde aos três dias que antecede a Lua Nova, ela é chamada de Lua Violeta ou a Lua da Purificação. Fase ideal para meditação e para conexão com as Deusas do Destino. Sendo esse um fenômeno raro, aproveite a oportunidade para ritualizar e transmutar as energias estagnadas.
Lembre-se, ao mergulharmos na noite escura da transformação e desvendando as nossas sombras, estaremos nos renovando completamente. Pois é nela que reside o poder de criar, destruir, curar e regenerar todos os nossos ciclos naturais. Este é o verdadeiro equilíbrio da luz. 
Podemos também, ter durante o mesmo mês, duas Luas Cheias. Quando isso ocorre, a segunda chama-se Lua Azul da Abundância, a famosa Blue Moon, cheia de energia e poder. E a Lua Cheia próxima dos Grandes Sabás, chama-se: Lua Rosa dos Desejos.
Já os eclipses solares ocorrem apenas durante a lua nova e os lunares durante a lua cheia, podendo ser parciais ou totais, conforme o seu grau. Magisticamente, um eclipse demarca a transição entre o claro e o escuro, a luz e as sombras. E quando um eclipse finaliza seu processo, simboliza a entrada de uma nova energia ou uma nova etapa em nossas vidas.
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Durante os Esbás de Lua Cheia, reverenciamos toda a força vital criativa, geradora e sustentadora do universo, manifestada através da Grande Mãe, além de nos religarmos às forças ancestrais da natureza.
"Infinito caminho, que a cada etapa, mais belo se revela."
Rowena Arnehoy Seneween ®


Celebrar a Vida
Hoje e sempre!
 A luz que se faz presente,
 No auge do seu esplendor.
 Irradia máximas do seu poder,
 No eterno amor da Deusa e do Deus.
 Abençoados sejam, aqueles que hoje,
 Compartilham este momento mágico da Roda.
 A Roda não para e a vida se renova sempre.
 Amigos de verdade são eternos,
 No ciclo cósmico da Grande Mãe.
 Hoje e sempre vou celebrar,
 Hoje e sempre vou amar,
 Hoje e sempre vou lembrar.
 Avalon a terra do verão!
 Terra dos meus irmãos do coração.
 Que sempre irradia luz e amor,
 Além do tempo e do espaço.
 Hoje e sempre vou celebrar a vida...
 Que assim seja!

Mito da Roda do Ano

Em Samhain, o Festival do retorno da Morte, os portões dos mundos se abrem e a Deusa transforma-se na Velha Sábia, a Senhora do Caldeirão, e o Deus é o Rei da Morte que guia as almas perdidas através dos dias escuros de Inverno.

Em Yule, a escuridão reina como se estivéssemos no caldeirão da Deusa. Assim, o Rei das sombras transforma-se na Criança da Promessa, o Filho do sol, que deverá nascer para restaurar a Natureza.


Em Candlemas, a luz cresce, o Deus nascido em Yule se manifesta com todo seu vigor, e a Criança da Promessa cresce com a vitalidade e é festejada, pois os dias tornam-se visivelmente mais longos e renova-se a esperança.


Em Ostara, luz e sombras são equilibradas. A luz da vida se eleva e o Deus quebra as correntes do inverno. A Deusa é a Virgem e o Deus renascido é jovem e vigoroso. O amor sagrado da Deusa e do Deus é a promessa do crescimento e da fertilidade.


Em Beltane, a Deusa se transforma em um lindo Cervo Branco e o jovem Deus é o Caçador alado. Ao ser perseguida pela floresta, o Cervo Branco se transforma em uma linda mulher, e assim Eles se unem e a sua paixão sustenta o mundo.

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Chega então Litha, a Deusa é a Rainha do Verão e o Deus, um homem de extrema força e virilidade. O Sol começa a minguar e o Deus começa a seguir rumo ao País de Verão. A Deusa é pura satisfação e demonstra isso através das folhas verdes e das lindas flores do verão.

Em lammas, a Deusa dá a luz e o Deus novamente morre pela Deusa. A Deusa precisa de sua energia de vida para que a vida possa crescer e prosseguir. O Deus se sacrifica para que a humanidade seja nutrida, mas através do grão Ele renasce. No ápice de sua abundância, ele retira através Dela.


Em Mabon, as luzes e as trevas se equilibram novamente; porém o Sol começa a minguar mais rapidamente. O Deus torna-se então o Ancião, o Senhor das Sombras.


Chega novamente Samhain e então o ciclo recomeça, e assim tudo retorna à Deusa. Assim sempre foi e será!


Fonte: Green Wicca

Os Sabbás

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Os oito Sabbats, celebrados a cada ano pelos Covens dos Bruxos e pelos Bruxos Solitários, são belas cerimônias religiosas derivadas dos antigos festivais que celebravam, originalmente, a mudança das estações do ano. Os Sabbats, também conhecidos como a "Grande Roda Solar do Ano" e "Mandala da Natureza", têm sido celebrados sob formas diferentes por quase todas as culturas no mundo. São conhecidos sob vários nomes e aparecem com freqüência na mitologia.

Os quatro Sabbats principais (ou grandes) correspondem ao antigo ano gaélico e são chamados de Candlemas, Beltane, Lammas e Samhain. Os quatro menores são Equinócio de Primavera, Solstício de Verão, Equinócio do Outono e Solstício de Inverno.

Ao contrário da imagem que muitas pessoas têm do Sabbat dos Bruxos, eles não constituem uma ocasião em que as Bruxas se reúnem para realizar orgias, lançar encantamentos ou preparar poções misteriosas. A magia raramente é realizada, se é que isso acontece, num Sabbat de Bruxos. O Sabbat, infelizmente tem sido confundido também com a "Missa Negra" Satânica ou "Sabbat Negro", sendo esse outro conceito errado que muitas pessoas têm e que é decorrente de séculos de propaganda antipagã da Igreja, do medo, da ignorância e da imaginação excessiva dos escritores desde a Idade Média. Uma Missa Negra não é um Sabbat de Bruxos, mas uma prática satânica que parodia o principal ritual do Catolicismo e que inclui supostamente o sacrifício de bebês não batizados, orgias sexuais pervertidas e a recitação de trás para frente do "Pai Nosso".
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Nada disso jamais acontece nos Sabbats dos Bruxos. Não há sacrifícios (humano ou animal), não há o que chamam de magia negra, não há rituais anticatólicos. Os Sabbats são simplesmente uma ocasião em que os Bruxos celebram a Natureza, dançam, cantam, deleitam-se com alimentos pagãos e honram as deidades da Religião Antiga (principalmente a Deusa da Fertilidade e Seu Consorte, o Deus). Em certas tradições wiccanas, a Deusa é adorada nos Sabbats de Primavera e do Verão, enquanto o Deus é homenageado nos Sabbats do Outono e do Inverno.

A celebração de cada Sabbat é uma experiência espiritual intensa e sublime que permite aos wiccanos permanecerem em equilíbrio harmonioso com as forças da Mãe Natureza.



Sabbat Hemisfério Sul Hemisfério Norte
Samhain 1 de Maio 31 de Outubro
Yule 21 de Junho (aprox.)* 21 de Dezembro (aprox.)*
Candlemas 1 de Agosto 2 de Fevereiro
Ostara 20 de Setembro (aprox.)* 20 de Março (aprox.)*
Beltane 31 de Outubro 1 de Maio
Litha 21 de Dezembro (aprox.)* 21 de Julho (aprox.)*
Lammas 2 de Fevereiro 1 de Agosto
Mabon 20 de Março (aprox.)* 20 de Setembro (aprox.)*

Roda do Ano


Celebramos a Roda do Sul, representada por Quatro Pequenos Sabás (mudanças de estações) ou Albans Quatro Grandes Sabás (fases do Deus) ou Festivais do Fogo, perfazendo um total de oito Rituais Sazonais. Provavelmente, a palavra Sabá, vem do grego "sabatu", que significa descansar, celebrar e que deu origem ao sábado, o sétimo dia da semana. e
Sabás são celebrações solares que têm por objetivo sintonizar e unificar a nossa energia com as estações do ano e da vida, fazendo assim, uma analogia ao caminho percorrido pelo Sol, além de representar as diferentes fases do Deus: nascimento, crescimento, fertilidade, declínio e morte.


O ano celta é dividido em duas metades: a obscuridade e a luz. Samhain simboliza o começo da metade escura, em contrapartida à Beltane, que simboliza o começo da metade clara. Entre estes dois há os portais Imbolc e Lughnasadh ou Lammas, que foram divididos novamente entre os solstícios e os equinócios. Os Sabás, que normalmente celebramos atualmente, são:
Alban ou Pequeno Sabá
Solstício de Inverno
21 de junho
Festival do Fogo ou Grande Sabá
A Noite do Fogo de Brighid
02 de agosto
Alban ou Pequeno Sabá
Equinócio de Primavera
22 de setembro
Festival do Fogo ou Grande Sabá
Casamento Sagrado
31 de outubro
Alban ou Pequeno Sabá
Solstício de Verão
22 de dezembro
Festival do Fogo ou Grande Sabá
A Festa da Colheita
02 de fevereiro
Alban ou Pequeno Sabá
Equinócio de Outono
21 de março
Festival do Fogo ou Grande Sabá
Dia das Bruxas ou Ano Novo Celta
30 de abril
Aqueles que preferirem seguir a Roda do Norte poderão notar, com mais precisão, a correspondência pagã com as festividades tradicionais do calendário gregoriano, como por exemplo, Yule e o Natal cristão e assim por diante.
Simbolicamente, seguimos as mansões da Lua na sua dança cósmica pela Roda do Ano e realinhando nosso eixo energético aos ciclos da Roda, podemos perceber nitidamente as mudanças da natureza dentro nós. Então, crie seus rituais e celebre as fases da vida.
A Roda gira sem parar nas suas infinitas jornadas, completando assim o seu ciclo natural da sagrada espiral. Na linha do tempo não existem tradições e nem contradições, existe apenas a tradição ancestral da Deusa e do Deus, dentro do princípio maior da criação. Que assim seja!

Simbolos

 
O Yin/Yang, um símbolo de equilíbrio – originário da filosofia oriental, mas utilizado por muitos pagãos.

A Cruz de Braços Iguais – outro símbolo de equilíbrio, representa os quatro pontos cardeais e os quatro elementos.


O
Martelo de Thor
, um símbolo nórdico pagão.




Triluna
: as fases crescente, cheia e minguante da Lua símbolizam a Deusa Tríplice, nas suas faces: donzela, mãe e anciã.



O
: um símbolo egípcio pagão.
: Esta escultura data de 24,000-
22,000 aC
e é o símbolo da Deusa Mãe.




Ankh
: símbolo egípcio pagão que simboliza a vida eternal.

E no lado direito, também de cima para baixo:



O
Pentagrama
: o mais conhecido e utilizado símbolo da Wicca e da Bruxara. As cinco pontas representam os cinco elementos: Ar, Fogo, Água, Terra e Espírito. O círculo representa a eternidade.


Trisqueta
: usada no Paganismo Celta, simboliza os elementos Terra, Mar e Céu.



A
Cruz Celta
: símbolo do paganismo celta e da Gnose.

: Como o famoso Stonehenge, um símbolo Druida.




O Homem Verde: consorte da Deusa Tripla, é o Deus da Natureza.




O Eneagrama: um símbolo da New Age de interconectividade.


A
Árvore da Vida
: da Cabala, uma tradição judaica mística que investiga a natureza divina.

Oração aos elementais

Pequeninos guardiães
Seres de luz infinita
De dia me tragam a paz
De noite os dons da magia
Invisíveis guardiães
Protejam os quatro cantos da minha alma
Os quatro cantos da minha casa
Os quatro cantos do meu coração.


          ORAÇÃO DE FORÇA E MAGIA PARA A GRANDE MÃE   

(para ser pronunciada ao dormir e ao acordar)

Que eu tenha hoje e a cada dia,
A força dos Céus,
A luz do Sol
O resplendor do Fogo,
O brilho da Lua,
A presteza do Vento,
A profundidade do Mar,
A estabilidade da Terra,
A firmeza da Rocha.
Que assim seja!
E assim se faça!

Entendendo um pouco sobre a Deusa e o Deus

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Ao iniciarmos nossos estudos na Arte, a primeira sensação que nos advém é de que estamos despertando para algo novo, mas na realidade estamos nos religando às antigas raízes pagãs, à verdadeira religião da natureza e da unidade, pois o nosso caminho é baseado na crença do Deus e da Deusa.
Algumas pessoas, inicialmente, sentem uma certa dificuldade em relação à conexão com a Deusa. Isto acontece, principalmente, por conta de toda a influência da sociedade patriarcal dominate durante milênios e às vezes é tão forte, que chega a causar medo e desconforto, tamanhos são os dogmas impregnados no ser.
A Deusa é a essência feminina que foi reprimida durante a cristianização, principalmente para controlar o poder sobre a criação, ou seja, sobre a nossa criatividade e, assim, restringir a nossa liberdade. Não estamos aqui nos referindo a Jesus que, no nosso modo de ver, foi um grande Mestre e, tampouco, ao feminismo.
A DeusaA religião da Deusa, também é conhecida popularmente como: Bruxaria, Antiga Religião, Caminhos Antigos ou, simplesmente, Arte Antiga e que não se caracteriza como uma seita ou apenas uma filosofia de vida. É, acima de tudo, um caminho solitário de auto-aprimoramento, respeito à natureza, ao próximo e a si mesmo.
Devido ao preconceito e a falta de informação, muitas pessoas ainda confundem paganismo com 'feitiçaria ou magia negra'. Isso não é correto. E que fique bem claro: nossa religião nada tem a haver com satanismo, magia negra ou qualquer outra cor que queiram denominá-la!
Um dos ramos do paganismo mais divulgados atualmente é a Wicca, idealizada por Gerald Gardner. A palavra 'wicca' é um termo moderno e eclético, que provavelmente vem do inglês arcaico 'wicce' e quer dizer 'bruxo' ou do saxão 'wich' que significa: girar, dobrar ou moldar. Enfim, podemos encontrar várias definições para a mesma palavra, assim como várias tradições, mas, o que realmente importa é saber que as origens pagãs remontam à aurora da humanidade e estão intimamente ligadas aos ciclos naturais.
Em hipótese alguma podemos dizer que a Wicca é celta, pois ela reúne várias influências de outros panteões, além de trabalhar princípios herméticos e ter uma ritualística própria. Mesmo assim, merece todo respeito como um ramo pagão da Grande Mãe, bem como as demais religiões, sejam elas quais forem.
A maioria das lendas e dos mitos celtas nos revelam a existência do Outro Mundo, oculto entre colinas, lagos, rios, névoas e bosques sagrados. Avalon é uma lenda, que através da ficção de Marion Zimmer nos leva aos textos de Mabinogion, Geoffrey de Monmouth, além dos contos mitológicos do Ciclo de Ulster e a Viagem de Mael Duin ou a Jornada de Melduin e os Immramas Sagrados, preservando assim todo o conhecimento ancestral deste povo.
Os celtas, assim como todos os povos antigos da história, viam os ciclos da natureza e a própria fertilidade num único contexto divino, respeitando-a como um  Todo, por isso cultuavam suas deidades ao ar livre. É fato que muitos povos da antiguidade praticavam sacríficios humanos e várias atrocidades em nome de Deus e, infelizmente, muitas culturas ainda praticam até os dias de hoje estes atos irracionais.
Todavia, não devemos confundir a história com os nossos príncipios pela busca da espiritualidade Maior, pois a nossa religiosidade não está apenas comprovada em fatos arqueológicos que, neste caso, servem para reforçar ainda mais que as religiões politeístas buscam equilibrar as energias da natureza da Deusa e do Deus dentro de nós, dando-nos a esperança de viver num mundo melhor e mais justo. 
O DeusRessaltando que, do ponto de vista da história das religiões, existem apenas três religiões monoteístas: o islamismo, o judaísmo e o cristianismo. Sendo assim, todas as demais religiões da pré-história, até a atualidade, são conhecidas como politeístas.
As crenças pagãs começaram a tomar forma na era paleolítica,  aproximadamente há vinte e cinco mil anos atrás. Neste período, o ser humano era nômade, suas fontes de subsistência eram a caça e a colheita. Além do mais, tudo era muito misterioso e assustador naquela época, como: o trovão, o sol, a lua e a escuridão.
Para eles, o mundo era um lugar cheio de grandes perigos e forças estranhas, que deveriam ser temidas, respeitadas e reverenciadas. Com o tempo, o conceito dessas forças foi evoluindo para a idealização dos Deuses. Um dos primeiros e, o mais importante Deus primitivo, foi o Deus de Chifres, onde formou-se na mente do homem antigo, a idéia de um Deus da Caça com chifres, simbolizando a força e o poder.
Mas não era apenas de caçadas que o clã sobrevivia, havia o grande mistério da fertilidade. As tribos precisavam perpetuar a espécie e de tempos em tempos, a barriga das mulheres crescia e, no final de algumas luas, surgia mais um novo membro para a tribo. No inicio frágil e pequeno, mas com o passar dos meses crescia, tornando-se grande e forte, dando garantia e continuidade às futuras gerações.
Vênus de Willendorf A mulher era a chave de todo esse mistério, um ser enigmático, que além de sangrar todo mês, sem que viesse a falecer, era a responsável pela continuação do clã e também pela alimentação dos filhos, com leite do seu próprio corpo.
A partir dessa observação, surge então a Deusa da Fertilidade, dando origem as várias esculturas de figuras pré-históricas, como a famosa escultura de Vênus de Willendorf, destacando-se pelos seios enormes, o ventre volumoso e a vulva protuberante.
A Deusa é a grande fonte criadora de toda a vida e, com o tempo, os homens foram se conscientizando também do seu aspecto divino, junto aos atributos fertilizadores do Deus Chifrudo, erroneamente comparado ao 'diabo' na visão judaíco-cristã. Enfim, a Deusa e o Deus são complementos daquilo que nunca deveria ter sido separado. Blessed be!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

vamos ao meu primeiro post...

Gostaria de deixar claro q esse blog vai ser como uma copia do meu livro das sombras....muita gente deve se perguntar mas por que postar seus arquivos  pessoais em um blog.E bem simples..quero dividir com todos o conhecimento q eu adquirir ao longo do tempo e preciso da ajuda de todos  com sugestões ou comentarios sobre meus posts,espero que este blog me ajude a evoluir e ajudar o maximo qm eu puder.Bom por enquanto é só  vou procurar fazer deste blog uma ajuda a todos .... Blessed be!